terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Claridade.


Minhas pupilas diminuem, eu entro em um transe comigo mesmo, mas na verdade eu me acho é bem perdido na verdade. Fecho o meu redor junto com as cortinas do meu quarto, crio a minha caverna pessoal de pensamentos, fica tudo tão solitário e prazeroso. A quem acendesse um cigarro e olhasse a fumaça se desenhar na  sua frente, pena eu não ter esse cigarro  e poder fazer os desenhos em minha mente. Liberdade de pensamentos ou liberdade de expressão cabe na mesma teoria, eu estou sufocado dos dois lados, ta difícil manter esse meu corpo aprisionar minha alma que já foi tão leve e tão doce. Lembro de tudo que eu me prometi a fazer, e tudo se vai junto com o feixe de luz que adentra o meu quarto, vou fechar bem fechado a cortina, não quero luz agora não. Na mão sempre com uma caneta e na outra o papel, já me cansei disso, não quero anotar nem fazer nada, acho que deitar na cama sem fazer nada pode ser o meu futuro mais prazeroso. Não quero ficar preso em uma jaula, mas no fim você percebe que eu mesmo me enjaulei nessa escuridão que eu fiz do meu quarto, mas não se va assim fique pelo menos aqui nos meus pensamentos, é tão solitário sem você. Devo ficar com uma roupa confortável, porque essa já parece uma camisa de força de tão sufocante que eu estou, bom eu acho que é da roupa, ou talvez seja de outra coisa, não sei. Já ia me esquecendo dessa minha dose, toda vez que eu a tomo me dói o peito e faz a minha garganta queimar, acho que em qualquer boteco deve vender ela, ou em cada esquina. Então vou tomar esse meu gole da dose, e ali no canto eu encontrei o meu ultimo cigarro, finalmente vou poder desenhar com os meus olhos, e tentar soltar um pouco aqui. Tomo um pouco da minha dose de saudade, acendo o meu cigarro e já na primeira tragada sinto meu coração acelerar, sinto que vou desenhar bem hoje, ao soltar a fumaça noto o desenho se tornando alguém. Como não sou artista nenhum o meu desenho não está parecendo ninguém, opa mentira ele ta criando uma forma bem estranha, ta com um pouco de cada uma das pessoas que criaram a minha dose, a dose que me queima ao engolir seco, e acelerar e doer o peito em seguida. Por fim já desenhei, já bebi, já fumei, agora fecho tudo das cortinas ao meu olhar, só quero dormir, me deixe aqui no meu futuro prazeroso, caso você de tantas formas queira aparecer, se aconchegue, só, por favor, não abra essa cortina, não quero claridade por aqui.

Matheus Hodniuk.

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