Que a chuva transborde dentro de mim
Que a tempestade deixe marcas de raios em minha pele
Que eu queime e vire pó de tão elétrico que isso for
Que não passe e tudo vire calmaria
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Os céus nublados demonstram a incerteza de tudo
Podendo estar nessa linha tênue que transcende você
Deixando um lado queimar e te viver o mais forte possível
Mas a um passo de deixar esfriar e congelar tudo de uma vez
por todas
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O que há de ter dentro do casulo perdido
São batidas de algo morno
Não apita mais a tempos mostrando uma erupção
Mesmo não chegando o momento que sinta tão frio
Tudo misturado, tudo morno
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Que as tempestades venham nos aquecer
Exploda-nos de uma forma que tire o morno
Acenda de uma vez por todas
E congele o que há de congelar
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Mas tira isso daqui, cure
me de uma dose de anti-morno.
