Imagino
os carros mais rápidos nessa estrada que emite um som sônico, me deixando com
uma forma ensurdecedora de estar parado, ali, observando. Estaria tão acelerado
quanto a eles e começo a pensar tópicos do porque disso, alavanco mil e um
motivos, embora eu saiba que tudo que eu passo é fictício, tudo vai se acabar.
Pensar nunca foi tão exaustivo, ando bem cansado, mesmo estando deitado por
horas e parado te esperando a mais de horas e mais horas. Salve-me, odeio
pedintes, não os que não têm o que comer não os que não têm do que viver, mas
sim dos que tem de tudo aqui e ali, mas pede cada vez mais, desses estou farto.
Mas que droga, estou atrasado novamente para aquele pedacinho ali, que estava
pensando hoje de manhã e já queria desabar em cima dele, mas nem me lembro o
que é, tinha alguma coisa a ver com carros. Não, na verdade era sobre flores,
mas espera me deixe mudar um pouco a posição em que estou minhas pernas já
estão começando a latejar. Não me deixe chorar.Eu pensei em como a velocidade
da uma pétala caindo pode ser alterada pelo clima, como nós podemos ser
alterados pelo clima. Estou cansado. Desse jeito também não vai dar certo,
esses carros não me deixam dormir, que barulheira insana que ta acontecendo
aqui em cima, vou pedir pra alguém me ajudar porque não to aguentando mais. O
relógio marca perto das duas horas da tarde, esse horário é quando eu escuto
mais ainda essas acelerações. Já terminei de explicar como as pétalas podem
demorar pra cair no chão, mas no fim ela está no chão, isso no fim é o mais
importante. Credo.
Matheus Hodniuk.