quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Petalas.



Imagino os carros mais rápidos nessa estrada que emite um som sônico, me deixando com uma forma ensurdecedora de estar parado, ali, observando. Estaria tão acelerado quanto a eles e começo a pensar tópicos do porque disso, alavanco mil e um motivos, embora eu saiba que tudo que eu passo é fictício, tudo vai se acabar. Pensar nunca foi tão exaustivo, ando bem cansado, mesmo estando deitado por horas e parado te esperando a mais de horas e mais horas. Salve-me, odeio pedintes, não os que não têm o que comer não os que não têm do que viver, mas sim dos que tem de tudo aqui e ali, mas pede cada vez mais, desses estou farto. Mas que droga, estou atrasado novamente para aquele pedacinho ali, que estava pensando hoje de manhã e já queria desabar em cima dele, mas nem me lembro o que é, tinha alguma coisa a ver com carros. Não, na verdade era sobre flores, mas espera me deixe mudar um pouco a posição em que estou minhas pernas já estão começando a latejar. Não me deixe chorar.Eu pensei em como a velocidade da uma pétala caindo pode ser alterada pelo clima, como nós podemos ser alterados pelo clima. Estou cansado. Desse jeito também não vai dar certo, esses carros não me deixam dormir, que barulheira insana que ta acontecendo aqui em cima, vou pedir pra alguém me ajudar porque não to aguentando mais. O relógio marca perto das duas horas da tarde, esse horário é quando eu escuto mais ainda essas acelerações. Já terminei de explicar como as pétalas podem demorar pra cair no chão, mas no fim ela está no chão, isso no fim é o mais importante. Credo.

Matheus Hodniuk.