domingo, 29 de janeiro de 2017

Mãos dadas



Aperta vai mas não se sinta só
Coloque entre esses ventres que você sente
Não se acanhe pela frieza em que está
Tremulo mais seguro do que for

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Noto que tem um encaixe diferente
Penso que isso não deva ter em excesso
Talvez seja único ou mais um devaneio
Minha cabeça já não para de pensar

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Vai, continua e aperta um pouco mais
Deixa essa marca em mim
Faça que pulse quando você soltar
Mas não se vá

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Até logo, até mais, fique aqui
Talvez esse gesto usa-se em diversas ocasiões
Mas a melhor que pode
É a de estar aqui
Um ventre entre o outro, encaixados

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Fique e aperte bem.


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