domingo, 7 de setembro de 2014

Mas eu vou.



Olha só quem apareceu, você meu grande amigo, saudades de quando éramos mais novos e saiamos por ai tocando o terror.  Mas então já que te encontrei você não está a fim de sair? Tomar uma cerveja, dar uma relaxada, eu fui a um barzinho tempos atrás, e tinha uma banda, um som bem legal de uma rapaziada da cidade. Ah você não pode, tinha esquecido que você está namorando, mas leve ela junto, não sou dos que ligam para ser vela, apesar de ser estranho. Ah você que não está a fim de ir, entendo, nossos tempos de sair e curtir já passou pra você né, não discordo de você não sou mais nenhum moleque. Só que tem um problema, eu não me sinto um cara cheio de responsabilidades, ao fim tenho sim, diversas por sinal, mas não vou deixar de viver por isso. Tenho minha namorada, meu trabalho, meus amigos, tudo, mas sei tirar o meu tempo de lazer. A entendi, você tem medo, nem sei de que, mas essa sua cara de medo, vem desde os seus 15 anos, não adianta disfarçar para mim. Mas tudo bem, nem que eu chegue a esse barzinho sozinho de novo, me sinto diferente da ultima vez, antes eu me sentia muito só, agora me sinto acompanhado até demais. Vou La na minha mesinha, no canto da porta, se não me engano é a mesa sete, vou pedir a minha dose de uísque, vou me entreter com algum cara que esteja falando de música, e vou ouvir a rapaziada, afinal eu estou curioso pelo trabalho deles. Não sou mais o furacão que eu era antes, não me sinto tão agitado quanto eu era, mas me sinto mais feliz do que eu era naqueles momentos, então mesmo sem você ter vindo meu amigo, eu sei aproveitar a noite, porque nessas noites que recusamos a sair, se passa mais uma noite parado na vida, e isso eu não quero lembrar quando for mais velho. Não se sinta mal, por que eu me sinto muito bem, abraços e até a próxima sexta.


Matheus Hodniuk.

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